segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

“The show begins…”

“The show begins with voices, soft at first then louder, it ends with applause and between these two there is love, laughter, a letter opened, a gun concealed, a joke that runs and runs and after the banquet there’s a ghost and a voice that sings and a soft light and a loud whisper and a kiss that’s just a kiss and a long, long, very long silence that turns into sound and a party and a question and a curtain that closes and there’s history, memories, forgetting, dream and celebration and a fading light in colours that you could never name.”

Encontrei este texto/poesia no EAT restaurant, em Warwick Arts Centre, University of Warwick. Anotei uma parte e o resto procurei na Internet. Encontrei apenas um website com o texto completo, pois outra pessoa também havia se encantado e anotou. Ou seja, o autor é desconhecido... Fica então a reflexão do grande "Show" que a vida, com suas inúmeras e inigualáveis "cenas"...

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Os Dois Alforjes

Desejo contar uma fábula de La Fontaine chamada Os Dois Alforjes. Gosto muito desta história, pois toca de forma muito sensível num aspecto comum da vida cotidiana: O modo que as pessoas se referem a outras.

Para melhor entendimento da fábula, é importante salientar que alforje é um duplo saco, ligado por uma faixa no meio, formando duas bolsas iguais, sendo usado ao ombro ou no lombo de animais, de forma que um lado fique oposto ao outro.


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Os Dois Alforjes

Um dia, Júpiter convocou todos os animais para comparecerem diante dele, a fim de, comparando-se com os outros, cada animal reconhecesse os próprios defeitos e limitações. Deste modo, Júpiter poderia corrigir as imperfeições.


Os animais, um a um, foram chegando. Sobre si, gabavam-se de suas qualidades, elogiavam-se a si próprios e só relatavam os defeitos alheios. O macaco, ao ser questionado se estava feliz com seu aspecto, respondeu:

– Mas obvio que sim! Cabeça, tronco e membros eu os tenho perfeitos. Em mim praticamente não acho defeitos. É pena que nem todo o mundo seja assim... – Os ursos, por exemplo, que deselegante!

O urso veio em seguida, porém não se queixou de seu aspecto físico. Pelo contrário, até gabou-se de seu porte. Fez críticas aos elefantes: orelhas demasiadamente grandes; caudas insignificantes. Animais grandalhões, sem graça e sem beleza.

Já o elefante pensa o oposto e se acha encantador: porém, a natureza exagerou, para o seu gosto, quanto à gordura da baleia.

A formiga, ao falar da larva, franze o rosto: – Que pequenez mais triste e feia!

Assim são os homens. É como se lhes tivessem colocado dois alforjes: no peito, o alforje com os males alheios, e nas costas, o alforje com os próprios males. De tal modo que eles são cegos quanto aos próprios defeitos, mas enxergam com nitidez os defeitos dos outros.

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As fabulas comumente contém uma lição de moral. É fácil perceber o que La Fontaine queria dizer; ele mesmo nos afirmar tacitamente no final do texto que “Assim são os homens...” Entretanto, nos reservaremos ao direito de refletir um pouco mais sobre os fatores psicológicos e emocionais que nos fazem, tantas vez, encarar o mal, o feio, o errado nos outros, sem nada disso perceber em nós mesmos. Enxergamos um cisco no olho do outro, mas não vemos uma trave diante de nossos olhos, como disse Jesus. Por que isto? Quais as causas, as razões? Como transformarmos esta forma de ver? Nos próximos textos estudaremos tais questões! Até mais...

(Baseado no livro ‘La Fontaine e o comportamento humano’, ditado por Hammed, psicografado por Francisco do Espírito Santo Neto)

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

A Vida de David Gale

Filme: A Vida de David Gale
Título original: The Life of David Gale
Direção: Alan Parke

Sinopse: David Gale (Kevin Spacey) é um professor que trabalha na Universidade do Texas e também um ativista contra a pena de morte. Até que, após o assassino de uma colega de trabalho, Gale é acusado e condenado à pena contra a qual ele tanto combate. O caso chama a atenção de Elizabeth Bloom (Kate Winslet), uma jornalista que decide investigar a vida de Gale e também o sistema judicial que o condenou à pena de morte.


(www.adorocinema.com)



Um filme empolgante e inteligente, que vale a pena assistir. É um bom suspense policial, com minúcias que tornam a história arguta e única. O final é inesperado. Entretanto, é uma pena saber que um filme tão bom poderia ser muito melhor. Por abordar a pena de morte, poderiam ter tratado mais a respeito do sistema penal americano. Ou então, por David Gale ser um professor de filosofia, poderiam ter explorado muito mais as questões sobre a vida e a morte. O começo do filme parece dar este tom, quando em sua aula, David faz a exposição citada abaixo (e que depois de visto o filme, pode ser melhor entendida). Porém, o filme não explora as questões filosóficas como poderia bem fazer. Com estes lances a mais, haveria a possibilidade de o filme ter muito mais emoção. De qualquer forma, vale a pena assistir!


"Vamos lá, pensem. Quero que entendam aquelas 'mentes'. E me digam, digam a todos... quais são as suas fantasias? Paz no mundo? Fama internacional? Ganhar um prêmio Pulitzer? Ou um Nobel da Paz? Um prêmio de música da MTV? Possuem fantasias com um grande parceiro? Malvado, mas ardente e de nobre paixão e disposto a dormir no lado molhado da cama?... Entendam a idéia de Lacan: As fantasias têm de ser irrealistas. Porque no momento, no segundo que consegue obter o que quer, então não quer, não pode querer mais. Para poder continuar a existir, o desejo tem de ter os objetos eternamente ausentes. Não é 'algo' que vocês querem, e sim a fantasia desse 'algo'. O desejo apóia fantasias desvairadas. Foi essa a idéia de Pascal ao dizer que somos apenas realmente felizes quando sonhamos acordados com a felicidade futura. Daí o ditado: 'O melhor da festa é esperar por ela.' (Em inglês: The hunt is sweeter than the kill). Ou: 'Cuidado com o que desejas.' (Be careful what you wish for). Não pelo fato de conseguir o que quer, mas pelo fato de não querer mais depois de conseguir. Então a lição de Lacan é: Viver de desejos nunca o faz feliz. O verdadeiro significado de ser plenamente humano é a luta para viver por idéias e ideais. E não medir a vida pelo que obtiveram em termos de desejos, mas por aqueles momentos de integridade, compaixão, racionalidade e até auto-sacrifício. Porque no final, a única forma de medir o significado de nossas próprias vidas é pela valorização da vida dos outros.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Rastreando Notícias

Uma forma inteligente de predizer distúrbios e guerras.

Há no mundo milhares de sites publicando miríades de histórias e notícias. Tem de tudo! E que tal computar este mar de informações e, com isto, permitir saber quais os tópicos em crescente discussão no mundo? É isto que faz o Europe Media Monitor (EMM), um sistema que monitora 1.540 sites que publicam cerca de 40.000 artigos por dia. O objetivo é contar o número de tópicos e citações sobre pessoas e lugares, de modo a criar um cluster identificado geograficamente. Quando um tema ou pessoa começa a tomar relevância, são disparados notícias-alertas para os burocratas europeus. A idéia é criar, a partir disto, modelos preditivos. Um meio interessante que está sendo estudado é criar um algoritmo que seleciona as palavras (isto inclui verbos) que grandes lideres usam para descrever outros, tentando então predizer o início de agressões. Como diz a matéria, “uma vez que você saiba como as pessoas se sentem a respeito de algo, estará mais próximo de ser capaz de adivinhar qual será o próximo movimento delas.”

(Baseado em um texto de Adam Roger, da revista 'HSM Management', Janeiro-Fevereiro 2009)

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

O Isolamento do Momento é Indiferença

"Se nos examinarmos num determinado momento - no instante presente, separado do passado e do futuro - descobrimo-nos inocentes. Não podemos ser nesse instante mais do que aquilo que somos: todo o desenvolvimento implica uma duração. Está na essência do mundo, nesse instante, que sejamos assim. Isolar assim um instante implica o perdão. Mas este isolamento é indiferença."

(Simone Weil, in 'A Gravidade e a Graça')

sábado, 23 de janeiro de 2010

Empresa Natura

A maioria das empresas possuem Crenças e Valores. Às vezes parece algo clichê, sem força ou expressão marcante. Não é o caso da empresa de cosméticos Natura, a qual possui um diferencial fantástico.

A Crença da Natura é: "A vida é um encadeamento de relações."

E seus valores são: "Humanismo; Criatividade - Ousar, inovar; Equilíbrio - Harmonia, interdependência; Transparência - Claro, evidente, que se deixa conhecer."


Vale a pena entrar no site do RH da Natura e ler todo o texto. Dentre algumas passagens, citamos duas:

"Nada no universo existe por si só, tudo é interdependente. Acreditamos profundamente que na percepção da importância das relações exista a oportunidade de uma grande revolução humana na busca da paz, da harmonia, da beleza do ser."

"Na sociedade de consumo em geral e no mundo dos cosméticos em particular, tem prevalecido o engano, o ilusório, o falso, na busca do êxito a qualquer preço. A sociedade perde assim a oportunidade de viver relações baseadas em verdades, que personalizam e aperfeiçoam indivíduos e organizações. Acreditamos que o compromisso com a verdade é o caminho para uma evolução, transformadora, em todas as relações, tanto pessoais quanto de mercado."

Acredito que a empresa percebeu que as pessoas que estão de bem consigo mesmo e com o mundo que as rodeia tem a tendência natural de cuidar do corpo, valorizando-o como merece. Esta será a alavanca de crescimento da empresa, pois as pessoas gastaram mais com o corpo e da forma que ele merece, comprando então mais cosméticos. E este cuidado não se baseará na beleza enganosa, ilusória e falsa que a mídia oferece, sustentando o consumo em massa, mas na busca do equilíbrio, da harmonia e da paz. A máquina física não será mais vista com objeto a ser usado e abusado, na tentativa de realização e satisfação. Tal realização se dará a nível psíquico, na forma que a pessoa se porta perante a vida, nos seus ideais nobres, nas relações saudáveis, na participação social, etc.

Todas estas questões são bastante bonitas de serem pensadas, pois começamos a perceber novos valores, novas conquistas, percebemos melhor os potenciais humanos. A Natura está de parabéns! E novamente aconselho a leitura de todo o texto no site na própria empresa, abaixo informado.

(http://scf.natura.net/Conteudo/Default.aspx?MenuStructure=5&MenuItem=16)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Sawabona Shikoba


- SAWABONA -

é um cumprimento usado no sul da África e quer dizer:


“Eu te respeito, eu te valorizo,

você é importante para mim.”

Em resposta as pessoas dizem

- SHIKOBA -

que significa:


“Então eu existo para você.”


(Flávio Gikovate)

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Estabelecendo objetivos...

Exercitar a escrita e o copia e cola. Criar o que me instiga e copiar o que me agrada – citando fonte, sempre. Contar algumas biografias rápidas, servindo de bons exemplos. Viajar através de imagens e pensamentos para lugares diferentes. Trazer vídeos e resenhar filmes que valham bons aprendizados. E mais: Um pouco de música e de poesia. Um tanto de espiritualismo. Um pouco mais de filosofia e psicologia. Quem sabe umas pitadas de economia. O mundo é repleto de criações interessantes e empolgantes! E o nosso mundo interior é pleno de aventura excitante. Deu para entender as intenções?

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

"Quem olha para fora, sonha. Quem olha para dentro, acorda." (Jung)

O termo Arquétipo é uma expressão criada por Carl Gustav Jung para designar o material psíquico do inconsciente coletivo, como pertencente à humanidade em geral. Se olhássemos uma imagem da estrutura da mente, veríamos os arquétipos, isto é, o inconsciente coletivo como a camada mais profunda da psique, pois é neste local onde estão inseridas as impressões oriundas desde os primórdios do ser humano.

De acordo com o site infoescola, para “Jung, os arquétipos nascem da incessante renovação das vivências experimentadas ao longo de várias gerações. Este aprendizado é necessário para que o Homem caminhe rumo à sua individuação, ou seja, na direção de sua mais perfeita lapidação (...)”.

Olhar para dentro: vale esta reflexão...?

Experimentar... renovar... desenvolver...

Do arquétipo primordial à individuação...

Que tal pensar nisto?

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